PRECISAMOS CHORAR UM POUCO MAIS
“Sabe, porém, isto:
que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens
amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os
bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos
de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes
afasta-te”. 2 Tm 3:1-5
Precisamos nos emocionar mais, fomos feitos para chorar.
Às vezes me pego vendo vídeos no Youtube e no Facebook, para chorar um pouco.
Para não me esquecer de que, embora seja necessário se fazer forte nessa
sociedade tão desafiadora, que, às vezes, é preciso também chorar. Eu costumo
compartilhar vídeos em meus comentários, no entanto, eles têm que representar
algo.
Hoje, 5 de setembro, compartilhei um vídeo com um trecho
de um sermão do Pr. Odailson Fonseca, ele contou a emocionante história de uma
jovem de 22 anos de idade, formanda de Enfermagem, que tinha tudo para ter uma
vida próspera e feliz. Ele estava em seu escritório da União Central Brasileira
em Arthur Nogueira, essa história ocorreu em um final de ano no mês de
dezembro, quando entrou uma mulher desconhecida em seu escritório, fato que o
surpreendeu, já que existe um padrão a ser seguido. A mulher, sem ser
convidada, sentou-se a mesa, abriu a bolsa e espalhou várias fotos sobre a mesa
e começou a contar a história.
Ela viajou mais de 2 mil quilômetros, desde o interior do
Mato Grosso até Arthur Nogueira, e ali mostrava orgulhosa as fotos da sua filha
Jéssica, que com 21 anos tinha o hobby de fotografar as coisas, e também do
namoro exemplar dela com Felipe, um namoro genuinamente cristão. E ela parou na
foto da formatura da filha em Enfermagem.
No dia da formatura ela sentiu um incômodo nas costas, uma coceira, ela
não deu importância.
Mas, essa coceira seguiu por vários dias, até que ela
decidiu ir ao médico, passou na mão de vários médicos até chegar ao
especialista que pediu a biópsia. Ao ser examinada a foi constatado um triste
diagnóstico. Com 22 anos ela estava
diagnosticada com um carcinoma mais agressivo que existe, um câncer na pele. O
mais interessante é que quanto mais jovem for o paciente diagnosticado com
câncer, mais devorador ele é. A medicina reuniu-se para salvá-la, “mas, pastor”
– disse ela – “ aquela coceirinha já era um sinal de toda a devastação que
estava no corpo dela”. Tanto que naquela
semana, pós-formatura, o médico, com toda a sua sinceridade, lhe deu nada mais
que seis meses de vida.
Uma notícia como essa, desmonta nossa história. Jéssica,
com a sentença de morte decretada, voltou para casa arrasada, mas, cheia de
esperança. Felipe, o rapaz apaixonado, se reúne com os pais e faz o pedido de
casamento, mesmo sendo tão curto, mas um “ e viverão felizes para sempre”
intenso. Eles se casaram, em uma cerimônia simples, e o “felizes para sempre”
durou quatro meses, até que se começaram as internações.
O corpo humano é falho, vieram as seções de quimioterapia
e radioterapia, os quilos a mais e a menos, a queda dos cabelos, todos os
flagelos oriundos do câncer. Tentaram a melhor maneira de mantê-la viva e
conseguiram por um ano. Ela se dirigiu ao pastor, e disse que quatro meses
antes da visita, a filha dela deu entrada no hospital e dele não saiu mais. Ela
ficou na UTI em um quarto que ela poderia ver a TV Novo Tempo, aí que o pastor
entrava na história, ele era o apresentador do Código Aberto. Durante os quatro
meses que ela esteve na UTI ela assistia sempre o programa, era a morfina dela.
Ela gostava, e conhecia o pastor. Ela queria conhece-lo pessoalmente.
Chegou o último sábado, ela assistiu o programa, e
terminando programa, estavam o marido mais perto, e os pais e sogros de Jéssica
envoltos ao redor da cama de Jéssica, e ali cantaram o hino “Mansão sobre o
monte”. Fizeram ali o culto de pôr-do-sol e ali pressentiram que ali seriam os
últimos momentos da valiosa Jéssica. Naquele entardecer, a Jéssica falou para
mim a razão de vir a tua sala – disse a mãe de Jéssica ao pastor. Naquele
momento, o pastor já chorava como criança. Continuando ela a falar: “ ...mãe,
eu não vou viver mais, só me promete que você irá um dia falar com esse pastor,
que eu quero me encontrar com esse pastor no céu”. – Naquele sábado a tarde,
Jéssica morreu.
O pastor chorava, e a mãe não. Ela disse que já chorou
por dois meses, e ela atravessou 2 mil km para realizar o desejo da filha
morta. E, não percebendo que ela havia vindo com uma sacola, ela tirou da
sacola, e deu ao pastor todo o equipamento fotográfico de Jéssica, a pedido da filha, pressupondo
que o pastor fosse um amante da vida e que gostaria de tirar fotos e até mesmo
ensinar a filhinha dele. Ele tentou não aceitar, mas, ela insistiu é um desejo
de uma morta. Quando pensa que já tinha acabado, ela mostra a segunda razão de
sua visita, e diz: “pastor, não ouse faltar o céu!!!”.
Essa história me desmontou, como pensar que “os planos de
Deus são maiores que os meus”, por exemplo, quando vem um diagnóstico tão cruel
como esse? É quando esse diagnóstico vira história e legado, vemos que apesar
da morte, como a de Jéssica, passa a transmitir uma esperança e uma verdade na
vida de alguém que precisa ser balançada.
Precisamos nos emocionar mais, precisamos estar mais
abertos a estar mais receptivos a essas situações. Hoje, a tragédia está a
nossa porta e não mais nos importamos com o nosso próximo. Não é sentir um
êxtase espiritual, mas, Deus nos fez não só para rir, mas, para chorar, sentir
compaixão, sentir saudades. Existem músicas que me desmontam emocionalmente, me
faz mais humano. Mas que humano queremos ser, os humanos durões insensíveis e
inabaláveis, ou os humanos que se emocionam sem medo?
Hoje, vivemos em um mundo em que a falsidade e a ganância
batem a nossa porta. Precisamos ter esperança, acreditar, ter fé. A doença ou a
morte de alguém tão próximo é a única coisa que tem mexido realmente dentro de
nós, aí que percebemos que não somos eternos, e que este mundo não eterno e nem
será.
Ame, mas ame de verdade. Sinta, como nunca tenha sentido
antes. Encontre-se com Deus, de uma forma tão íntima que permita que Ele possa
atuar, de fato, na sua vida. “Os sonhos de Deus são maiores que os teus, por
isso, vale a pena acreditar”.
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