QUEM DEU A ORDEM? UMA QUESTÃO DE AUTORIDADE
Textos
para análise: Gn. 2:1 – 3; 4: 5 – 7; Ex.20:8 – 11; 31: 18; I Sm. 15; Ez. 20:
20; Ml 3:6; Mt 5: 17; 16: 18 – 19; 21:42; Lc 4:16; Jo 3:16; At 4:11; 17:2; Fp
3:5; Cl 2:16; I Jo 4:8
Essa
é a segunda vez hoje que dedico uma hora da minha vida para escrever este
texto, pois, na primeira vez a internet caiu e perdi o texto original. Desta
vez, estou fazendo uma cópia de segurança para que este não se perca.
Ontem
tive a oportunidade, ou melhor, a infelicidade de ver um vídeo produzido por
uma TV da Igreja Católica, que apresentava um debate sobre a “santidade” do
domingo e a “tradição” antigo-testamentária da guarda do sábado, onde dois
padres defendiam explicitamente o domingo, e acusavam os “grupos” de guardadores
do sábado de criadores de confusão. Esse vídeo me deixou estupefato, me causou
um verdadeiro espanto quanto ao tamanho desconhecimento desses indivíduos
acerca dos adventistas do sétimo dia, ao qual o segundo deu nomes aos bois.
Como foi um debate desigual, ao qual eles apenas se propuseram a defender o
domingo, usando o precedente da ressurreição de Cristo como motivação para tal
mudança, vou agora, em nome do SÁBADO e dos adventistas, apresentar a nossa
defesa.
Para
melhor entender e desenvolver o melhor raciocínio, você deve partir deste ponto
de partida que iremos propor hoje, a partir desta pergunta: Quem, de fato,
ordenou a guarda e a santificação do Sábado e quem ordenou a mudança? Já
sabemos, e o próprio padre admitiu que Roma quem determinou a mudança como uma
forma de homenagear a ressurreição de Cristo, ele gastou mais de sete minutos
para responder isso. A partir de agora vamos dar a contra resposta, sem usar
“decreto dominical” como resposta, como um dos padres usou, ridicularizando os
adventistas acusando-os de criadores de uma “teoria da conspiração”.
A
primeira menção do Sábado como um dia de descanso, abençoado e santificado por
Deus, não apareceu em Êxodo 20: 8 – 11, mas, em Gênesis 2: 1 – 3. No ato da
criação Deus criou o sábado, aliás, no quarto mandamento, é o único que
apresenta a Deus como o Criador de todas as coisas. No mandamento em Êxodo,
Deus especifica como deveria funcionar a guarda e o estende a todos, israelitas
e estrangeiros, empregados, até mesmo aos animais, a todos. Além disso, a
guarda do Sábado era comum aos hebreus antes do exílio, pois era uma tradição,
uma ordem de Deus que acompanhava os Seus filhos desde a criação. No entanto,
durante o primeiro exílio do povo, no Egito, eles perderam de vista as
ordenanças de Deus adotando a religião pagã como regra de fé.
No
deserto Deus tratou de deletar da mente dos israelitas as manchas vindas da
religião egípcia. Mas, como a própria história diz, não foi nada fácil. Por
exemplo, no episódio do Sinai, enquanto Moisés demorava em descer com as tábuas
da Lei, o povo pressionou a Arão que lhes fizesse um deus para eles servirem, e
ele fez um bezerro de ouro, para quem não sabe, o boi é uma divindade egípcia
da época. Pecado este que desagradou tanto a Deus que Arão esteve também para
ser destruído, se não fosse a intervenção de Moisés.
Em
Êxodo 31:18, é apresentada a autoria de Deus como legislador e escrivão do
decálogo, por isso, o decálogo é a única parte de toda a Bíblia a não ser
inspirada por Deus, pois, escrita pelas mãos do próprio Senhor. É séria essa
questão, quando se ataca o sábado e a Lei de Deus, se ataca ao próprio Deus,
ver Dn 7:25. Não existe uma relação do Sábado fora dos Dez mandamentos, o
próprio Cristo disse isso em Mateus 5: 16, “aquele, que guardar toda a Lei e tropeçar
em um só ponto se tornará culpado de todos”. Em Ezequiel 20:20, Deus apresenta
por meio de Ezequiel, que Ele estabeleceu “os MEUS sábados, para que sirvam de
sinal entre MIM e vós”, é uma declaração
muito forte. No próprio mandamento está declarado assim “...é o sábado do
Senhor vosso Deus”, o sábado aparece como pertencente a Deus e o homem NÃO TEM
o direito de tocá-lo.
Agora,
para darmos continuação ao nosso estudo, devemos analisar a personalidade de
Deus, que O próprio explicitou a todos nós. Em primeiro lugar, todos nós
sabemos que Deus é amor (cf. 1 Jo 4:8), no entanto, Ele é justiça também,
principalmente quando vemos a declaração de Paulo em Romanos 6:23, sobre o
preço do pecado. Isso é tão forte que a única forma de Deus oferecer a Salvação
a humanidade teve que ser por meio da paga pelo pecado (cf. Jo 3:16). Deus tem
uma personalidade forte, com Ele, SIM é SIM, e NÃO é NÃO, não existe meio
termo, veja essa declaração de Malaquias 3:6, na qual, o próprio Deus declara
que Ele não muda suas palavras, promessas e muito menos repreensões e castigos.
Veja o que Deus fez a Moisés acerca das águas de Meribá (cf. Nm 20:12), Moisés
a pouco tempo havia enterrado a sua irmã mais velha Miriam, e como todos sabem,
aquele povo era muito rebelde e impulsivo, e por um descontrole Moisés fora
proibido de entrar na Terra Prometida, ele até tentou amolecer o coração de
Deus (cf. Dt 3:26), mas, de nada adiantou. Com base nisso, é que a declaração
de Cristo, em Mateus 5:17, ganha mais
força, demonstra que em nenhum aspecto a Lei de Deus seria mudada por Ele e
muito menos teria o homem direito de muda-la.
Mas,
a personalidade humana é falha e carece de melhor caráter. O ser humano gosta
de levar as coisas a partir do “jeitinho brasileiro”. Para o homem, arranca pedaços
obedecer a Deus. Mas o “jeitinho brasileiro” é muito mais antigo do que Pedro
Álvares Cabral, ou seja, existia muito antes que o Brasil viesse a existir. Em
Gênesis 4, conhecemos a história de Caim e Abel, após o pecado de seus pais,
Deus estabeleceu a necessidade do sacrifício diário de ovelhas para remissão de
pecados, representando a Cristo que viria futuramente, pois, sem sangue não há
remissão de pecados. Eles cresceram e Caim era lavrador e Abel, pastor de
ovelhas. Abel oferecia sacrifícios de ovelhas a Deus, e Ele aceitava. Já Caim,
queria que Deus aceitasse aquilo que ele queria oferecer, ofertando vegetais e
a resposta foi negativa, o desagradando. Por fim, o pecado de Caim não destruiu
apenas a ele, mas, derramou o sangue do próprio irmão inocente.
Em
I Samuel 15, temos a história do rei Saul, escolhido e ungido por Deus para
reinar sobre Israel a pedido do povo. Um homem que fora escolhido para guiar o
povo, mediante a obediência dele aos mandos de Deus. No entanto, ele sempre
teve um espírito meio rebelde, a ponto de desobedecer claramente a uma ordem
direta de Deus que acabou posteriormente custando a coroa, a vida, a sua
família e descendência, e, por fim, a eternidade. Tudo porque quis cumprir as
ordens de Deus de acordo com a sua vontade.
O sábado não é uma tradição do Antigo Testamento, nunca o
foi. Nos tempos do Novo Testamento, Cristo e seus discípulos iam às sinagogas
aos sábados para adorar, (cf. Lc 4:16), o apóstolo Paulo, depois de converso,
também ia as sinagogas aos sábados (cf. At 17:2). Para quem não sabe, o
cristianismo surgiu no meio do judaísmo. Tanto que os cristãos levavam os seus
dízimos para os sacerdotes no templo em Jerusalém, isso até o ano 70. Após a
morte de João, devido às perseguições dos judeus aos cristãos, e dos romanos
aos judeus, que levou aos cristãos a abandonarem características que os
relacionassem com os judeus, fato este que levou ao cumprimento da profecia de
João em Apocalipse 2:4, eles abandonaram o primeiro amor.
Voltamos à pergunta inicial: Quem, de fato, ordenou a
guarda e a santificação do Sábado e quem ordenou a mudança? Se você for um bom
observador verá que nesta pergunta eu repito a palavra “quem” duas vezes,
expressando que o sujeito da primeira ação não é o mesmo da segunda ação.
Então, com isso, não temos mais dúvidas de que foi Deus
quem ordenou a guarda e santificação do sábado e que foi a Igreja de Roma que
ordenou a mudança, a pergunta é: Quem deu autoridade a Igreja de Roma para
efetuar tal mudança? Foi Deus? Jesus Cristo? Porque somente eles poderiam
delegar tal ordem. A resposta é NÃO. Nem Deus, o Pai, nem o Filho e nem o
Espírito Santo, deu ordem a Igreja que fizesse tal coisa. Eles baseiam-se que
Pedro é a Pedra que foi edificada a igreja, tanto que dão a ele o título de 1º
Papa. Em primeiro lugar, o próprio Cristo (cf. Mt 21:42) e também o próprio
Pedro (cf. At 4:11) apresentam a JESUS CRISTO como a PEDRA ANGULAR. Segundo, se
Pedro foi o primeiro Papa, porque é Tiago quem preside o primeiro concílio da
igreja acerca da circuncisão dos gentios em Jerusalém (cf. At 15: 1 –
21)?Terceiro, se você ver a declaração de autoridade dada por Cristo à igreja,
você não encontra lá nenhum ponto ou brecha que autorize à igreja mudar o
decálogo, a Lei de Deus. Com base nisso, a mudança de sábado para domingo é
muito mais que capricho é uma afronta direta ao próprio Deus como está em
Daniel 7: 24 – 25.
Neste texto, entendemos que Deus é o legislador do
Decálogo e o Sábado é de propriedade exclusiva de Deus, e que o homem não tem
NENHUMA autoridade sobre ele. Também entendemos que Deus é dono de uma
personalidade ímpar e que não muda seus estatutos e não volta atrás em suas
decisões. E, ao contrário de Deus, os homens sempre procuraram fazer apenas a
sua vontade, obedecer a Deus, não segundo os Seus estatutos, mas, de acordo com
o desejo dos homens, como foi expresso nos casos de Caim e Saul. Compreendemos
que Jesus nunca sequer deu uma menção de uma possível mudança na Lei, e
principalmente do dia de guarda, sendo este parte integrante do Decálogo de
Deus, escrito pelo próprio dedo dEle.
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