POR QUEM VOCÊ CHAMADO? - VOCÊ MORRERIA PELO QUE VOCÊ ACREDITA?
Hoje, na academia, vi o programa da Fátima Bernardes. Um
budista encantando pessoas com palavras de amor, com uma vida de total
abnegação, que encantou vida de famosos, como a atriz Cassia Kis. O que mais me
chamou a atenção é que não havia ninguém representando o cristianismo. Você
sabe por que? Porque hoje o cristianismo está com outra linguagem, a da
teologia da prosperidade. Detalhe, temos de cuidar de não estar, de certa
forma, trazendo esta doutrina para o nosso meio.
Não sou nem um pouco adepto ao budismo, mas, o que estou
fazendo é perguntando: O que estamos fazendo? Se você for um convicto e assíduo
estudante da Bíblia verá que servir a Deus requer abnegação e entrega, como diz
a música "Eu fui Chamado por Jesus". Os profetas do Antigo
Testamento, muitos deles morreram, alguns foram apedrejados, outros cerrados ao
meio, leia Hebreu 11, e veja se estou mentindo.
Até dou nome aos bois, Zacarias e Isaías, por exemplo.
Cristo foi crucificado, e seus discípulos quase todos seguiram o seu exemplo,
morreram pelo que acreditavam, morreram nas mãos dos que não acreditavam em
Deus, e até pelos que acreditavam também. Apedrejados, afogados, enforcados,
esquartejados, crucificados, decapitados, eles morreram por amor ao que criam e
não tinham medo de dizer a verdade. O próprio Cristo disse que aquele que
perder a vida por sua causa, salva-la-á, e quem fizer o contrário perdê-la-á.
Eles pregavam a vida eterna, mas, também preocupavam com
o bem estar social de seus irmãos mais desafortunados, ou seja, eram
assistentes sociais, até mesmo, de certa forma, ativista. O próprio Cristo o
fez ao chamar os escribas e fariseus de "hipócritas", pois estes
exploravam por meio do conhecimento deles da palavra o povo mais ignorante.
Para mim, em particular, como pastor gostaria de uma mistura: o conhecimento
bíblico do Dr. Rodrigo Silva, a coragem e o compromisso social de Dr. Martin
Luther King Jr. e a serenidade do Pr. Pablo Rotman, meu professor de Antigo Testamento.
Tendo esses três ingredientes, eu tenho certeza, que
mesmo sem credencial estarei em plenas condições de servir a Deus e ao meu
próximo. Pregar a esse mundo miserável está cada vez mais difícil e desafiador. As pessoas não têm mais temor e respeito a Deus, na religião não se encontra mais segurança, hoje os religiosos estão sendo vistos como uma parte inútil da sociedade por razão dos erros presentes e do passado. Não se aceita mais ouvir a verdade dentro das igrejas, não estou falando de doutrina, mas, de cunho social, como nos tempos de Isaías, Jeremias e Zacarias, sem ser apedrejado, porque a numerolatria tem dominado todo o ambiente interno administrativo da igreja. Devemos ser covardes quanto as nossas responsabilidades como servos de Deus?
Estamos em uma verdadeira bomba relógio social, abertamente os movimentos LGBT's, o movimento da Consciência Negra, e os movimentos intelectuais seguidores de Carl Marx elegeram a religião e a família como seus principais inimigos. Muito também se deve pelo fato da religião não se pronunciar, e como a família é a base para que a religião possa se disseminar, a destruição da família passou a fazer parte da estratégia principal para a completa destruição do Cristianismo.
É preciso lutar, não com armas e sim com palavras. Não com palavras de ódio, mas com palavras de amor, pois, o amor é mais forte que qualquer bomba atômica de grande poder de destruição. O Cristianismo, no passado, foi disseminado da maneira mais vil e errônea possível e hoje o preço a se pagar por este erro é altíssimo. Não foi dessa maneira que Cristo planejou que assim fosse, o sangue a ser derramado era o dos mártires que morreram anunciando as boas novas e não o sangue dos que deveriam ser evangelizados, por meio de uma imposição arbitrária do que deveria ser o amor de Deus.
Mas Deus, nunca se calou mesmo estando em silêncio na história. Seu silencioso trabalho culminou levantando homens e mulheres de fé que morreram em nome de Sua santa verdade. E, mais uma vez, chegou o tempo de que é necessário que se levantem homens e mulheres de poder para defender a verdade, pessoas que não busquem posição e status em uma sociedade caída.
Devemos almejar o Céu, e não nos esquecer de que devemos amar nosso
próximo como a nós mesmo, não só orando por ele, mas lutando por ele. Agora
volto a pergunta: Até onde você está disposto a levar o nome de pastor? Você
estaria disposto a morrer por Cristo e pelo que você acredita?
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